
Ele vai deixar de ser patrão para ser empregado. Sérgio Ricardo de Almeida, deputado estadual e jornalista em Cuiabá, estréia dia primeiro de março próximo na TV Cidade Verde [Canal 12 - SBT]. Ele está trocando a TV Bandeirantes [Canal 8], onde esteve por algum tempo como arrendatário, por uma emissora melhor estruturada.
Ou seja, cansou de mandar e agora vai obedecer... terá que rezar a cartilha de Luiz Carlos Becari, dono da TV Cidade Verde, que não por acaso também detém a concessão da Bandeirantes e que também manda na TV Gazeta [17], MTV e rádios Band e Jovem Pan FM.
Ricardo, que se auto-denomina Repórter da Cidade, vai apresentar seu programa das 12 às 13 horas, de segunda à sexta-feira. Conforme me revelaram fontes ligadas à direção do SBT, a idéia é colocar o programa via satélite para a grande maioria dos municípios do Estado, um projeto audacioso e de manutenção considerada cara.
A intenção de Sérgio Ricardo é ganhar musculatura política no interior de Mato Grosso e pra isso, pretende lançar construção de casas pelos municípios cobertos pelo sinal da Tv Cidade.
Em seguida, caberá ao "Repórter do Povo", capitalizar a "benfeitoria", visando o pleito do ano que vem. Só resta saber o que Ricardo aspira realmente para o ano que vem. Acho que hoje nem ele sabe o que quer da vida... se quer disputar o governo ou se quer mesmo é virar um vitalício conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.
Essa segunda opção é a menos difícil, até pela proposta de estar entrando no Estado inteiro com seu programa de tv, de forte apelo popular.
Será uma forma que lá frente poderá facilitar seu acesso ao TCE, já que a primeira opção não passa de uma grande utopia, principalmente quando se tem um governador centralizador no comando do PR, partido de Sérgio e que declaradamente não suporta o jeito que o parlamentar tem de fazer política.
Ah, e só pra constar, Sérgio Ricardo é o primeiro-secretário da Assembléia Legislativa, o ordenador de despesas da Casa, portanto. Ou seja, o homem que neste ano vai administrar cerca de R$ 170 milhões referentes a duodécimos repassados ao Legislativo.
Bem, contudo, há informações do fim que podem justificar o começo.