
Com cara de espanto vi certa vez o governador Blairo Maggi, me perguntar o que eu achava do governo dele. Isso ainda era lá nos idos dos primeiros passos, primeiros anos da primeira gestão dele à frente do Palácio Paiaguás. Foi durante a Expedição Estradeiro 2, em fevereiro de 2004.
Espanto porque não esperava que o chefe do Executivo iria querer saber a opinião de um jornalista que quase sempre o indagava sobre temas polêmicos, como a redução do ICMS sobre energia e a telefonia; sobre um tal Fundo da Pobreza, uma espécie de caixa financeiro no valor de R$ 70 milhões. Aliás, projeto do Executivo, claro, aprovado pela Assembléia Legislativa e que ficaria sob a gerência direta do governador.
Por sinal, uma boa pergunta a ser fazer agora é justamente: que fim levou o tal Fundo da Pobreza? Afinal, os nossos pobres continuam pobres... uns mais, outros menos, mas ainda faltam trabalho e comida pra muita gente no Estado e a dona Setecs sabe bem disso.
Mas o que quero abordar mesmo aqui é aquele nostálgico tempo em que o governador ainda calçava a botina da humildade. Acho que ele ouvia mais, aceitava mais opiniões, especialmente de jornalistas, apesar de eu, particularmente não ter respondido muita coisa quando pediu minha avaliação de sua performance.
Lembro bem que, sob Geraldo Gonçalves na SECOM, o governador recebia em seu gabinete, sempre ás terças-feiras, 17 horas, os jornalistas de Mato Grosso para uma espécie de conversa aberta, bate-papo, entrevista informal...
Recordo ainda daqueles almoços que Maggi dava à imprensa, vez ou outra naquela farta mesa giratória onde ele almoça todo dia com outros tantos não menos importantes.
Pois bem, os anos se passaram, acabaram-se os bate-papos das terças, rango regado a jornalistas também se foi, Blairo foi reeleito e é chegado o momento mais delicado de sua gestão: a reta final.
Delicado porque quando tudo parecia que o tal chavão “fechar com chave de ouro” iria prevalecer, eis que surge um mega fiasco: o maior concurso público do mundo naufraga. Ao menos num primeiro momento.
Não tenho dúvidas de que, com as novas datas, as tais provas sejam feitas e que tudo enfim transcorra bem. Mas que houve um desgaste houve...e gigantesco.
E a culpa é de quem mesmo? Do intocável Geraldo De Vitto, suponho.
O complexo de Clark Kent [super man à paisana] deu a este secretário uma enorme sensação de absolutismo, ao ponto de ele achar que nunca erraria. Mas errou! E logo quando o chefe dele corria para o senado, digo, para o abraço, aos 45 minutos do segundo tempo.
De Vitto foi inabilidoso com um assunto que envolveu mais de duzentos mil destinos.
E não foi só isso não. Tive a oportunidade de reportar que, dez entre dez policiais civis ou militares de Mato Grosso, por exemplo, sabem quão amarga foi cada tentativa de negociação salarial com o homem da SAD, o terror dos sindicatos de servidores públicos.
Até o pessoal da arrecadação tributária, que por razões óbvias é menina dos olhos do governador, andou penando pra ter a oportunidade de sentar à mesa com o secretário...
Bem, mas além obviamente de ser de Rondonópolis, De Vitto tem qualidades também, acredito. Porque senão, não ficaria tanto tempo num setor tão sério como o administrativo do Estado. Ou ficaria?
Espanto porque não esperava que o chefe do Executivo iria querer saber a opinião de um jornalista que quase sempre o indagava sobre temas polêmicos, como a redução do ICMS sobre energia e a telefonia; sobre um tal Fundo da Pobreza, uma espécie de caixa financeiro no valor de R$ 70 milhões. Aliás, projeto do Executivo, claro, aprovado pela Assembléia Legislativa e que ficaria sob a gerência direta do governador.
Por sinal, uma boa pergunta a ser fazer agora é justamente: que fim levou o tal Fundo da Pobreza? Afinal, os nossos pobres continuam pobres... uns mais, outros menos, mas ainda faltam trabalho e comida pra muita gente no Estado e a dona Setecs sabe bem disso.
Mas o que quero abordar mesmo aqui é aquele nostálgico tempo em que o governador ainda calçava a botina da humildade. Acho que ele ouvia mais, aceitava mais opiniões, especialmente de jornalistas, apesar de eu, particularmente não ter respondido muita coisa quando pediu minha avaliação de sua performance.
Lembro bem que, sob Geraldo Gonçalves na SECOM, o governador recebia em seu gabinete, sempre ás terças-feiras, 17 horas, os jornalistas de Mato Grosso para uma espécie de conversa aberta, bate-papo, entrevista informal...
Recordo ainda daqueles almoços que Maggi dava à imprensa, vez ou outra naquela farta mesa giratória onde ele almoça todo dia com outros tantos não menos importantes.
Pois bem, os anos se passaram, acabaram-se os bate-papos das terças, rango regado a jornalistas também se foi, Blairo foi reeleito e é chegado o momento mais delicado de sua gestão: a reta final.
Delicado porque quando tudo parecia que o tal chavão “fechar com chave de ouro” iria prevalecer, eis que surge um mega fiasco: o maior concurso público do mundo naufraga. Ao menos num primeiro momento.
Não tenho dúvidas de que, com as novas datas, as tais provas sejam feitas e que tudo enfim transcorra bem. Mas que houve um desgaste houve...e gigantesco.
E a culpa é de quem mesmo? Do intocável Geraldo De Vitto, suponho.
O complexo de Clark Kent [super man à paisana] deu a este secretário uma enorme sensação de absolutismo, ao ponto de ele achar que nunca erraria. Mas errou! E logo quando o chefe dele corria para o senado, digo, para o abraço, aos 45 minutos do segundo tempo.
De Vitto foi inabilidoso com um assunto que envolveu mais de duzentos mil destinos.
E não foi só isso não. Tive a oportunidade de reportar que, dez entre dez policiais civis ou militares de Mato Grosso, por exemplo, sabem quão amarga foi cada tentativa de negociação salarial com o homem da SAD, o terror dos sindicatos de servidores públicos.
Até o pessoal da arrecadação tributária, que por razões óbvias é menina dos olhos do governador, andou penando pra ter a oportunidade de sentar à mesa com o secretário...
Bem, mas além obviamente de ser de Rondonópolis, De Vitto tem qualidades também, acredito. Porque senão, não ficaria tanto tempo num setor tão sério como o administrativo do Estado. Ou ficaria?

