quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O Deputado Valentão




...A estupidez humana deixa marcas que, às vezes [ como nesse caso] causam risos com o passar do tempo. Uma cena patética me causou imenso constrangimento certa vez, na sede da antiga Assembléia Legislativa. Era período de transição do parlamento estadual, ou seja, a Casa de Leis estava mudando de endereço, para onde funciona hoje sob o nome de Edifício Dante de Oliveira, no Centro Político Administrativo [CPA].

O ano era 2006 e mal os deputados haviam deixado a antiga sede, um grupo composto com quase todos os vereadores de Cuiabá, na então legislatura presidida pela ex-vereadora Chica Nunes invadiu literalmente aquele prédio, como forma de forçar o ex-governador Blairo Maggi a doar aquele local para que ali passasse a funcionar a Câmara municipal cuiabana, o que acabou acontecendo.

Até aí tudo bem. O que me entristeceu veio a seguir. Eu, repórter político do jornal Folha do Folha do Estado, abordei o então deputado estadual Humberto Bosaipo, para uma entrevista sobre aquela situação de, no mínimo, desconforto entre as instituções legislativas e o pirracento governo Maggi.

Minha indagação a Bosaipo seria única. Ele, havia sido nomeado para presidir a Comissão de Mudança da Assembléia, ou seja, tanto os móveis quanto os documentos que ali ainda estavam, eram de responsabilidade de Bosaipo. Daí a pergunta: O QUE O SENHOR PRETENDE FAZER, JÁ QUE OS VEREADORES DECIDIRAM,INCLUSIVE PERNOITAR AQUI NA SALA DA PRESIDÊNCIA ONDE HÁ IMPORTANTES DOCUMENTOS DO PARLAMENTO ESTADUALl? - Mas HB nem me deixou terminar a pergunta e , em alto em bom som, mandou: "COM VOCÊ EU NÃO FALO, PRA VOCÊ EU NÃO DOU ENTREVISTA...

É, fiquei atônito, mas com a voz meio embargada insisti: "MAS POR QUÊ, DEPUTADO, O QUE HOUVE?"

E com os dentes cerrados, os olhos esbugalhados e as veias do pescoço à beira de um estouro, HB descarregou:" VOCÊ F...DEU COMIGO NAQUELA MATÉRIA DO PEDRO HENRY, COM AQUELE MANCHETE".

Bosaipo se referia a uma reportagem que eu havia feito com ele uma semana antes, em que ele me disse textualmente [ e eu , claro gravei] que acreditava na cassação do mandato do deputado federal Pedro Henry [PP], citado no vergonhoso escândalo do Mensalão, mas isso se o julgamento fosse "político".

Eu, até já conhecendo a soberba do garboso HB desde os idos de Barra do Garças, ainda no inicío da década de 90, quando eu cobria eleições pela Rádio Araunã [ O Som Que Vai Mais Longe], tentei didaticamente explicar ao parlamentar [ que sempre se denominou jornalista ] que a matéria foi feita com base no que ele me disse e que a manchete da Folha a que ele se referia não foi definida por mim, um simples mortal repórter e sim pela editora geral do Jornal.

"BOSAIPO: HENRY SERÁ CASSADO" - estampava a primeira página da Folha do Estado.

Então, lá diante do nervoso presidente da Comissão de Mudança da Assembléia, completei:

"...E MANCHETE DE JORNAL IMPRESSO, DEPUTADO, QUASE NUNCA É O REPÓRTER QUE DEFINE, MAS SE HOUVE ALGUM ERRO DE INFORMAÇÃO NO CORPO DO TEXTO DA MATÉRIA, É SÓ O SENHOR ME DIZER QUE EU REPARAREI".

Bosaipo parecia estar convencido com meu argumento. Deu uma pequena pausa e logo em seguida emendou.: "MAS VÁ LÁ, DIZ O QUE VOCÊ QUER SABER?"

Eu, camuflando uma revolta imensa, perguntei: "SENHOR?"

HB, disse: "UÉ O QUE VC QUERIA SABER DE MIM? ESQUECEU O QUE QUERIA PERGUNTAR -?

Contei compassadamente até 13 e não consegui segurar: "NÃO, PODE DEIXAR NÃO PRECISA MAIS, DEPOIS DO QUE O SENHOR ACABOU DE FAZER AQUI NA FRENTE DE TODO MUNDO, EU NÃO TENHO MAIS PORQUE ENTREVISTÁ-LO"...

O arrogante e obsceno parlamentar [ já já você verá por que], que também sempre se entitulava pastor evangélico, espumava perdigotos venenosos pelos cantos da boca e levantando-se verozmente do sofá, onde era ladeado pelo finado ex-governador Dante de Oliveira, que ali acompanhava o ato dos vereadores cuiabanos, metralhou: " ENTÃO VAI TOMAR NO C..."

Atônito: não podia acreditar naquilo que um deputado xingava aos berros:" O QUÊ? COMO É QUE É?" -indaguei
Ee soltetrou [ quase desenhando pra mim] - " V A I T O M A R N O C ..."

Aí foi que o barraco desandou de vez: "VAI VOCÊ, IDIOTA SAFADO", revidei.

Cômico seria se não parecesse tão trágico rs. O parlamentar bateu um pouco mais: " VOCÊ NÃO É MESMO DE CONFIANÇA, É DE MANIPULAR NOTÍCIAS, GOSTA DE MENTIR, ENGANAR".

Minha mãe sempre disse a todo mundo que sou muito quiéto, tranquilo, mas acho que ela só dizia isso porque nunca ninguém havia colocado minha índole e meu caráter em dúvida. Até que num fatídico dia, o HB pisoteou meus valores morais.

" PELO MENOS EU N AO SOU LADRÃO, CORRUPTO E NÃO TENHO PROCESSOS ENGAVETADOS POR FALCATRUAS, LÁ NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA", soquei essa na jugular dele.

Foi a gota d'água para que o pastor parlamentar subisse nas tamancas e viesse pra cima de mim, agora também com os punhos fechados. Pensei em frações de segundos: "APANHEI".

E o pior é que tinha muita gente ali presenciando a cena. "PROVE QUE EU TENHO PROCESSOS LÁ....QUERO QUE VOCÊ PROVE", gritava HB à beira de um infarto agudo do miocárdio, e mesmo assim partindo pra cima deste pobre reportero.

Eu fiquei estático. Pronto para apanhar. Mas ali havia gente da paz, do 'deixa disso'. O pessoal lá tentou apartar mas HB ainda conseguiu apontar aquele dedo sujo diante do meu nariz.

Luiz Alves, fotógrafo que estava comigo lá, à serviço da Folha, clicou o momento exato em que o indicador do Bosaipo balançava, tremia na minha frente.

Mas os "deixa-disso"venceram. O finado Dante e o médico e vereador Guilherme Maluf puxaram HB para um lado e outros expectadores me puxaram para o outro. Mas não arredei pé dalí. HB foi embora, cuidar da igreja e dos fiés dele.

Me doeu muito, mas mais até do que o soco que eu poderia ter levado, foi a indiferença e omissão dos meu coleguinhas da VALOROSA. Só ali, a um metro meio de eram pelo menos uns 12.

Aí, por fim pensei. "AGORA, VOU PRA REDAÇÃO DA FOLHA, MINHA EDITORA GERAL JÁ VAI ESTAR SABENDO QUE BRIGUEI COM O HB, QUE É AMIGO DO ETERNO RIVA E EU TÔ DEMITIDO".

Acertei em parte...minha editora, Marisa já sabia... o Adriângelo [ antebraço direito do HB à época] já havia buzinado pra ela pelo telefone.

Mas ela não me disse nada. Fui à mesa dela e comecei a passar minha versão, ela fez cara de espanto e talz, mas não disse nada. Fiquei no lucro.

Fui então escrever as matérias que eu havia apurado naquele dia e certamente a briga com o Bosaipo, por motivos óbvios, não poderia estar entre os meus textos.

Aí voltei a pensar: "ACHO QUE AO MENOS UMA NOTINHA AQUI NO CIRCUITO FECHADO A FOLHA VAI DAR NÉ? AFINAL EU QUASE APANHEI DO HB".

Até chorei na manhã seguinte quando olhei a coluna lá e nada, nada, nada sobre meu duelo verborrágico naquela fátidica tarde com HB e sua ira.

Mas aí, novo dia, fui a campo e voltei à sede antiga da Assembléia para apurar mais sobre a confusão dos vereadores.

E sabe qul a primeira pessoa que vejo em minha frente? - Sim ele mesmo, o inoxidável presidente de sempre da Assembléia.

"OH PAULO, EM NOME DA ASSEMBLÉIA EU QUERO ME DESCULPAR COM VOCÊ PELO QUE HOUVE ONTEM. EU DISSE PRO BOSAIPO QUE ELE FEZ ERRADO E QUE NÃO SE DESTRATA NENHUMA PESSOA, MUITO MENOS UM JORNALISTA , ENTÃO ME DESCULPA MESMO, DE CORAÇÃO", disse José Riva , depois de franzir por 9 vezes a testa saliente que sempre exibe duas veias grossas quando o "homi" fica muito enfezado.

Até que aquilo me sensibilizou. Pôxa, o presidente da Assembléia Legislativa de Mato Grosso, um cara que, se brincar manda mais que o Blairo governador [ e mais ainda que a Terezinha Maggi], vir em público e me pedir desculpas. Isso não é pra qualquer um.

Mas o próprio HB mesmo, só depois de 128 dias e algumas horas é que ligou o desconfiômetro.

Eu cobria uma reunião com alguns produtores rurais na Famato, já pelo SBT e Humberto Bosaipo estava lá representando a Assembléia.

Ele me assoviou, me chamou de "EI" e me fez um sinal dizendo "VEM CÁ".

Ele sentado e eu em pé no lado oposto da mesa onde HB estava. Eu disse por meio também de sinal que não iria, pois estava ocupado. Então HB se levantou e quis conversar comigo, mas lá fora daquela sala.

Eu me neguei, alegando estar alí prestando atenção na reunião entre os derrubadores de árvores. Então o pastor Bosaipo, em nove segundos cochichou pra mim: "CÊ ME DESCULPE POR AQUELE DIA LÁ. EU ESTAVA COM A CABEÇA QUENTE E REALMENTE ME EXCEDI. GOSTARIA MUITO QUE CE ME DESCULPASSE".

Minimizei a discussão com um : "DEIXA PRA LÁ, DEPUTADO. ISSO JÁ ERA".

E pouco depois HB, por méritos próprios e por bom comportamento, foi promovido a conselheiro vitalício do Tribunal de Contas e eu continuei na Folha por mais quase dois anos.

Beleza do Interior


Apesar de um começo ainda bastante discreto no parlamento estadual, a deputada Luciane Bezerra [PSB] já causa, no mínimo, duas primeiras impressões: uma por não 'endossar', por assim dizer, o bloco dominante liderado pelo deputado José Riva [PP], rival político dela na cidade e região de Juara; e a outra excelente impressão [ a melhor aliás] é o charme de, enfim, uma deputada bonita na Assembléia.

Uma beleza exterior de uma figura política que vem do interior para, no mínimo tornar mais agradável um plenário composto por nobres, carecas e barrigudos parlamentares. Expectativa fica agora em torno da atuação dela enquanto legisladora. Para o bem geral, será perfeito que ela também faça bonito.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Eterno recomeço!


Pois é, eis-me aqui novamente! Espero segurar um tempo maior por aqui e não me ausentar tanto mais. Tô voltando aqui pra falar das coisas que sei e das que não sei também. Música, política, futebol, internet, mulheres etc.

Se alguém quiser deixar recado ou falar comigo de alguma forma me adicione no msn : paulocoelhojor@hotmail.com; também estou no twitter, no Orkut, no Facebook ou no celular 9627 1110.

Em 2011 teremos muita coisa pra falar aqui, rs. Os primeiros passos da primeira mulher presidente do Brasil; o novo governador [eleito] de Mato Grosso; o novo cenário político local ; etc.

Ah e tem novidade pintando por aí. Tá chegando uma Híper novidade...rs...aguarde! E isso sem contar que o projeto Infinity Love também vai acontecer em Mato Grosso, se Deus quiser!
Salve, salve!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Blairo e o Telhado De Vitto


Com cara de espanto vi certa vez o governador Blairo Maggi, me perguntar o que eu achava do governo dele. Isso ainda era lá nos idos dos primeiros passos, primeiros anos da primeira gestão dele à frente do Palácio Paiaguás. Foi durante a Expedição Estradeiro 2, em fevereiro de 2004.

Espanto porque não esperava que o chefe do Executivo iria querer saber a opinião de um jornalista que quase sempre o indagava sobre temas polêmicos, como a redução do ICMS sobre energia e a telefonia; sobre um tal Fundo da Pobreza, uma espécie de caixa financeiro no valor de R$ 70 milhões. Aliás, projeto do Executivo, claro, aprovado pela Assembléia Legislativa e que ficaria sob a gerência direta do governador.

Por sinal, uma boa pergunta a ser fazer agora é justamente: que fim levou o tal Fundo da Pobreza? Afinal, os nossos pobres continuam pobres... uns mais, outros menos, mas ainda faltam trabalho e comida pra muita gente no Estado e a dona Setecs sabe bem disso.

Mas o que quero abordar mesmo aqui é aquele nostálgico tempo em que o governador ainda calçava a botina da humildade. Acho que ele ouvia mais, aceitava mais opiniões, especialmente de jornalistas, apesar de eu, particularmente não ter respondido muita coisa quando pediu minha avaliação de sua performance.

Lembro bem que, sob Geraldo Gonçalves na SECOM, o governador recebia em seu gabinete, sempre ás terças-feiras, 17 horas, os jornalistas de Mato Grosso para uma espécie de conversa aberta, bate-papo, entrevista informal...

Recordo ainda daqueles almoços que Maggi dava à imprensa, vez ou outra naquela farta mesa giratória onde ele almoça todo dia com outros tantos não menos importantes.

Pois bem, os anos se passaram, acabaram-se os bate-papos das terças, rango regado a jornalistas também se foi, Blairo foi reeleito e é chegado o momento mais delicado de sua gestão: a reta final.

Delicado porque quando tudo parecia que o tal chavão “fechar com chave de ouro” iria prevalecer, eis que surge um mega fiasco: o maior concurso público do mundo naufraga. Ao menos num primeiro momento.

Não tenho dúvidas de que, com as novas datas, as tais provas sejam feitas e que tudo enfim transcorra bem. Mas que houve um desgaste houve...e gigantesco.

E a culpa é de quem mesmo? Do intocável Geraldo De Vitto, suponho.

O complexo de Clark Kent [super man à paisana] deu a este secretário uma enorme sensação de absolutismo, ao ponto de ele achar que nunca erraria. Mas errou! E logo quando o chefe dele corria para o senado, digo, para o abraço, aos 45 minutos do segundo tempo.

De Vitto foi inabilidoso com um assunto que envolveu mais de duzentos mil destinos.
E não foi só isso não. Tive a oportunidade de reportar que, dez entre dez policiais civis ou militares de Mato Grosso, por exemplo, sabem quão amarga foi cada tentativa de negociação salarial com o homem da SAD, o terror dos sindicatos de servidores públicos.

Até o pessoal da arrecadação tributária, que por razões óbvias é menina dos olhos do governador, andou penando pra ter a oportunidade de sentar à mesa com o secretário...

Bem, mas além obviamente de ser de Rondonópolis, De Vitto tem qualidades também, acredito. Porque senão, não ficaria tanto tempo num setor tão sério como o administrativo do Estado. Ou ficaria?

Ano em que a Câmara deu-se mal


Chamei de mau gosto o que vi durante quase dez horas a fio dia desses, exprimido naquele cubículo que fede a mofo, que a Câmara Municipal de Cuiabá insiste em chamar de ‘espaço da imprensa’.

Era julgamento da perda de mandato do ex-presidente da Casa, Lutero Ponce, por um monte de falcatruas.

O rapaz foi degolado em meio àquela arena, para o delírio da força popular que lotava, ávida as galerias daquela Casa de Leis [sic].

Mesmíssimo ritual que pôs fim à precoce trajetória política do ex-vereador Ralf Leite, um rebelde sem causa, que dava calote em travesti, batia na namorada e depois juntava alguns colegas de copo e de cruz e seguia, geralmente aos domingos [ com ‘d’ minúsculo ou maiúsculo] para o Manso, esfriar a cabeça, porque ninguém é ferro.

Duas cassações num só ano, numa só legislatura, fato histórico nas dezenas de anos do legislativo cuiabano.

O presidente Deucimar, comemora tudo isso, que ele chama ,aliás, de fruto do seu árduo trabalho de fiscalizador da coisa pública. Mas não faz questão nenhuma de lembrar que a metralhadora giratória de seus presididos está, agora mirando bem no meio da própria testa.

Que o presidente pode ser a próxima bola da vez, todos sabemos, afinal o rapaz nem terá muito tempo para brindar a desgraça do desafeto e antecessor e já vai começar a juntar argumentos capazes de provar a lisura de seus cartõesinhos e outros atos tidos como secretos.

É mais uma CPI, criada pela imaginação fértil daqueles que se prestam ao ridículo papel de entediar a opinião pública, só criando comissões e nada de legislar.

Aliás, essa CPI aí, que nem sei o nome direito, mas que vai tentar explicitar todos os podres do presidente, se é que ele os tem, nasceu mesmo foi da mente brilhante de um rapaz chamado Chico 2000, amigo de primeira hora do já citado Lutero Ponce.

O curioso nisso tudo é como essa CPI surgiu, assim do nada. Bastou um vento do norte soprar que a Saúde Pública tinha argumento de sobra para virar uma CPI, que o Chico, amigo do Lutero, apresentou com êxito, o pedido para instalação da sua Comissão Parlamentar de Inquérito. Ele queria mesmo era salvar a pele do colega do PMDB e agora pode ver a CPI dele esvaziada, por ser ele, o único opositor dentro da nova e natimorta Comissão.

Resultado: a CPI dos “Cartõezinhos do Deucimar” virou, e a CPI da vergonhosa saúde pública de Cuiabá, não virou.

Aliás, não virou e muito disso graças ao próprio Deucimar, que não quis assinar o requerimento do Lúdio ’Abstenção’ Cabral... E essa história de que foi o Riva que não autorizou é balela! O chefe-mor do PP, teria deixado os três pepistas da Câmara à vontade para agirem conforme mandam suas respectivas consciências.

Sem falar que, as bocas miúdas andam sustentando por aí algo que faz muito sentido e que eu não acreditaria se não tivesse visto o que esses moços fizeram ao longo das dez horas que liquidaram o peemedebista Lutero:

Para o ex-presidente ser cassado, com o apoio do PSDB do prefeito, o PP do Deucimar teria deixado de assinar o requerimento para investigar a Saúde do prefeito, digo, para investigar a Saúde Pública que o prefeito oferece ao povo.

Aí o PSDB foi em peso na cassação [excetuando a infiel Lueci Ramos] enquanto que a CPI da Saúde, certamente a que seria mais importante de todo o contexto, não saiu do papel.

Só quero deixar claro aqui, que não sou contra CPI alguma ou cassação de quem quer que seja, especialmente dos aqui citados.

Só acho que o povo não agüenta mais o escandalizante ritmo de “trabalho” empregado pela Câmara de Vereadores, onde o nível de discursos e proposituras está achatado, ofuscado pela teia de ataques, ofensas e auto-acusações que mais mancham do que enobrecem esse legislativo.

Ilustra o que quero dizer, o fato de o principal projeto de lei apresentado neste ano na Câmara, ter sido a pífia proposta que altera o horário de almoço dos parlamentares, de autoria do pífio e quase sempre engraçado, Antonio Fernandes. E olha que, apesar disso, há gente séria lá no parlamento. Eu acho!

Fico aqui pensando, que resultado daria, numa pesquisa [séria] de opinião pública sobre a imagem do parlamento municipal em 2009, certamente, o ano mais improdutivo da história da Câmara Municipal?

Que venha um 2010 mais limpo no âmbito da gloriosa Casa de Leis do povo cuiabano e que isso reflita em bons projetos, boas leis... que os bravos guerreiros que esmurraram o balcão da tribuna, espetacularizando as CPIs, possam fazer o mesmo em prol da Saúde Pública, hoje um caos, que possam ajudar a melhorar o pior trânsito do mundo, que atualmente é o que existe aqui e que possam suscitar orgulho, ao invés de vergonha, ao povo cuiabano."

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

De Roupa Nova e de Sapato Velho!


É sem dúvida um exemplo de perseverança no cenário da Música Popular Brasileira. Não foi só a minha vida certamente que o grupo Roupa Nova influenciou com suas letras e canções. A década de 80 foi rica musicalmente no Brasil, muito graças às baladas do Ropua Nova.

Pouca gente sabe, mas no fim da década de 70, a banda era chamada de OS FAMKS e o que mais me chama a atenção, me impressiona mesmo é a união e a fidelidade de seus integrantes ao público. Os mesmos integrantes do começo ainda embalam corações nos shows Brasil a dentro.



Nenhuma expressão musical brasileira emplacou tantos hits em novelas.
É bem certo que os que beiram ou passaram dos 30 tenham um bonita história real musicada pelos acordes do Roupa Nova, com Paulinho [voz, percussão e vocal]; Serginho Herval [ Bateria, Voz e Vocal]; Nando [Baixo, Voz e Vocal]; Kiko [Guitarra, violões e Vocal]; Cleberson Horst [Teclados e Vocal] e Ricardo Feghali [Teclados, Voz e Vocal].

Posto aqui, a minha preferida...uma obra prima em letra e música!!

[Sapato Velho]



Você lembra, lembra!
Daquele tempo
Eu tinha estrelas nos olhos
Um jeito de herói
Era mais forte e veloz
Que qualquer mocinho
De cowboy...

Você lembra, lembra!
Eu costumava andar
Bem mais de mil léguas
Prá poder buscar
Flores-de-maio azuis
E os seus cabelos enfeitar...

Água da fonte
Cansei de beber
Prá não envelhecer
Como quisesse
Roubar da manhã
Um lindo pôr-de-sol
Hoje não colho mais
As flores-de-maio
Nem sou mais veloz
Como os heróis...

É! Talvez eu seja
Simplesmente
Como um sapato velho
Mas ainda sirvo
Se você quiser
Basta você me calçar
Que eu aqueço o frio
Dos seus pés...

Água da fonte
Cansei de beber
Prá não envelhecer
Como quisesse
Roubar da manhã
Um lindo pôr-de-sol
Hoje não colho mais
As flores-de-maio
Nem sou mais veloz
Como os heróis...

É! Talvez eu seja
Simplesmente
Como um sapato velho
Mas ainda sirvo
Se você quiser
Basta você me calçar
Que eu aqueço o frio
Dos seus pés...

Talvez eu seja
Simplesmente
Como um sapato velho
Mas ainda sirvo
Se você quiser
Basta você me calçar
Que eu aqueço o frio
Dos seus pés...



sexta-feira, 4 de setembro de 2009

...Além das críticas


Bola dentro do deputado estadual Roberto França ao propor que cada um dos 23 outros colegas dele na Assembléia destine emenda [geralmente R$ 1 milhão] para a conclusão do Hospital Central [ um elefante branco situado na avenida do CPA, cujas obras não se movem desde a década de 80].

França citou o exemplo da iniciativa dos próprios deputados que destinaram em ocasião anterior a mesma emenda coletiva em prol da Polícia Militar.

Resta saber se os nobres pares vão concordar com a proposta de França, já que especialmente os deputados com base no interior já comprometeram essa emenda com suas respectivas regiões.

Bom, França disse em discurso que "criticar só não basta". Uma referência às cobranças que a maioria dos parlamentares fazem ao Pronto Socorro Municipal de Cuiabá.

"Temos que entender que a Saúde também é responsabilidade da Assembléia Legislativa", frisou.

Bom isso! E eu só fico aqui na torcida para que o Roberto França não se filie ao PSDB, partido do atual prefito cuiabano a quem França antecedeu e que nunca se exitou em em criticar o ex-prefeito, especialmente pela "situação da prefeitura", encontrada na assunção do primeiro mandato de Wilson Santos.

Detalhe: é que por força da legislação eleitoral, França e todas que quiserem disputar o pleito de 2010 devem definir filiação partidária antes que setembro acabe.

Roberto, deixou por exemplo, folhas de pagamento dos servidores da prefeitura atrasadas e foram quitadas em seguida pelo atual prefeito, sob forte propaganda institucional e promocional para a administração dele [Wilson] e altamente destrutiva para a imagem do antecessor Roberto.