quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Música pra começar

Olá, resolvi começar a escrever neste blog que criei há alguns meses, mas que vivia sem tempo para postar minhas idéias. Quero fazer deste espaço uma honesta janela de explanações a respeito de tudo, todos e sobre aquilo que muitas vezes em lugar nenhum se vê ou ouve discussão.

Vou escrever muito sobre música aqui. Eu gosto, apesar de não ser músico e sim, apenas um curioso e um entusiasta por tudo aquilo que julgo de bom gosto. Mas posso também escrever das que acho de mau gosto, como as fabricadas pelo mercado da moda fonográfica brasileiro. Caetano tem obras geniais, mas também escorrega em outras.

O mesmo ocorre com Chico Buarque, meu compositor preferido, com ênfase nas inspirações surgidas das décadas de 60 a 80.

Os sertanejos tem muita coisa ruim, mas há os que são bons, tanto em letra como em melodia. Até do funk pode-se extrair alguma coisa legal.

Costumo dizer que música é mesmo um estado de espírito. É circunstancial. Mas somente as boas permanecem nas vidas da maioria dos ouvintes.

Bem, não faria muito sentido nos dias de hoje, ir a uma boate e ouvir os grandes sucessos do João Gilberto ou até mesmo do meu Chico. Também seria entediante ter que escutar techno ou house music num sarau ou encontro de negócios. Pancadão então, seria suicídio.

Por aí há os que fazem música pra ganhar dinheiro e há os que fazem por prazer. Há ainda uma meia dúzia de gatos pingados que conseguem unir as duas coisas. Outras vezes, uma é consequencia da outra.

Particularmente sou um privilegiado. Vivi intensamente a melhor década da música mundial. Nos anos 80 sugiram ou emergiram grandes nomes no Brasil e fora dele. O Rock nacional, por exemplo nunca mais foi o mesmo, mesmo que ainda haja uma banda aqui e outra lá que ainda salvam nosso bom rock.

Fomos contemporâneos eu, Capital Inicial, Barão Vermelho, Blitz, Paralamas, RPM [ veja vídeo abaixo], Titãs, Engenheiros do Havai, Legião Urbana, Hanoi Hanoi, Plebe Rude, Ira e tantos outros. Esses caras são todos quarentões hoje, uns já beiram os 50.

Aqui no Brasil ainda arrepiavam nos idos de 80 nomes já conhecidos da década anterior, com músicas mais aprimoradas, contextualizadas, modernas como as de Djavan, João Bosco, Gonzaguinha, Tim Maia, Rita Lee, Lulu Santos, etc.

Também foi dessa época o Festival dos Festivais, que revelou talentos como os de Zé Rodrix , Emílio Santiago, Leila Pinheiro, Tetê Espíndola, Guilherme Arantes, dentre tantos.

Mas também me lembro dos grandes nomes estrangeiros que invadiram o Brasil. Curti muito Cindy Lauper, Madonna, A-HA, Bon Jovi, Guns N Roses, Michale Jackson, Men AT Work, Duran Duran, Prince, Bryan Adams, Simple Minds e Phil Collins, por exemplo.

Mas, enfim, há músicas e músicas e quero muito poder descorrer sobre esse tema mais vezes aqui. Quero aprofundar mais nesses temas, discutir, apreciar. Só deve alertar que este não é um blog musical. Estarei, portanto, discorrendo sobre alguns outros temas previsíveis ou não.

Espero ter razões para escrever mais e a tolerância e a interatividade de quem movimenta esse nobre espaço virtual.