

Vai entender essas coisas de ficção, né? Foi frustrante o final da novela A Favorita. Uma trama que deu show de bola até os 44 minutos do segundo tempo e quando teve que arrematar, fechar em grande estilo, terminou tão sem graça quanto dançar com irmã.
O final feliz na maioria dos casos da novela já era esperado, mas haveria de surgir alguma novidade, ou alguma surpresa. O autor tinha que ter passado uma mensagem mais realista ou até polêmica, para sucitar comentários nos próximos dias.
Essa coisa melada de quem termina com quem, não me interessa muito, pois isso é sempre esperado. O que me deixa na expectativa, pelo menos me deixou nesta trama, foi a luta do bem contra o mal. Tudo bem que sempre se espera que o bem vença também, mas há que se ter uma pitada diferente. Por fim, acho que faltou fôlego para o autor.
Os vilões, se recebessem a lição justa, proporcional a tudo que fizeram na novela, tinham que provar um castigo mais árduo, doloroso e não somente encaixotados numa cela de cadeia. Porque senão, fica um legítimo plágio da realidade do nosso cotidiano. A arte acaba imitando a vida.
A Flora matou um monte, forjou, subornou, roubou e , por isso [até para massagear o desejo de vingança dos telespectadores, como eu] tinha que padecer mais um pouco.
Outra personagem do mal que ficou no lucro foi o deputado Romildo. Um cara que promoveu violência financiando e agenciando o tráfico de armas e drogas, que desviou milhões dos cofres públicos entre outras facetas, deveria ao menos ser lembrado no capítulo final do folhetim, de preferência apodrecendo na cadeia sob humilhação.
Mas, como acontece sempre em novelas, só arrependimento é o bastante para sair de um lado para o outro, é como se o diabo vestisse uma roupa de anjo e mudasse o curso da história. Se bem que, nesse caso, só o fato de o nobre parlamentar ter sido preso [mesmo tendo se entregado à polícia] já é uma grande coisa, o que raramente ocorre na vida real.
Mas, ainda assim, não pode ser considerada uma vantagem. Seria o mesmo que se nivelar por baixo. Na realidade, precisamos mesmo são de punições severas para essa laia de vermes de terno
Mas, enfim, novela é novela...papel aceita tudo mesmo. Só sei que o autor perdeu uma chance de ouro para enfiltrar no cotidiano dos noveleiros, a sensação de que ao menos nessas tramas televisivas, cada um deve estar exatamente no seu quadrado.
O final feliz na maioria dos casos da novela já era esperado, mas haveria de surgir alguma novidade, ou alguma surpresa. O autor tinha que ter passado uma mensagem mais realista ou até polêmica, para sucitar comentários nos próximos dias.
Essa coisa melada de quem termina com quem, não me interessa muito, pois isso é sempre esperado. O que me deixa na expectativa, pelo menos me deixou nesta trama, foi a luta do bem contra o mal. Tudo bem que sempre se espera que o bem vença também, mas há que se ter uma pitada diferente. Por fim, acho que faltou fôlego para o autor.
Os vilões, se recebessem a lição justa, proporcional a tudo que fizeram na novela, tinham que provar um castigo mais árduo, doloroso e não somente encaixotados numa cela de cadeia. Porque senão, fica um legítimo plágio da realidade do nosso cotidiano. A arte acaba imitando a vida.
A Flora matou um monte, forjou, subornou, roubou e , por isso [até para massagear o desejo de vingança dos telespectadores, como eu] tinha que padecer mais um pouco.
Outra personagem do mal que ficou no lucro foi o deputado Romildo. Um cara que promoveu violência financiando e agenciando o tráfico de armas e drogas, que desviou milhões dos cofres públicos entre outras facetas, deveria ao menos ser lembrado no capítulo final do folhetim, de preferência apodrecendo na cadeia sob humilhação.
Mas, como acontece sempre em novelas, só arrependimento é o bastante para sair de um lado para o outro, é como se o diabo vestisse uma roupa de anjo e mudasse o curso da história. Se bem que, nesse caso, só o fato de o nobre parlamentar ter sido preso [mesmo tendo se entregado à polícia] já é uma grande coisa, o que raramente ocorre na vida real.
Mas, ainda assim, não pode ser considerada uma vantagem. Seria o mesmo que se nivelar por baixo. Na realidade, precisamos mesmo são de punições severas para essa laia de vermes de terno
Mas, enfim, novela é novela...papel aceita tudo mesmo. Só sei que o autor perdeu uma chance de ouro para enfiltrar no cotidiano dos noveleiros, a sensação de que ao menos nessas tramas televisivas, cada um deve estar exatamente no seu quadrado.

Nenhum comentário:
Postar um comentário