Olá, tô voltando depois de uma pausa de uns meses por motivo de força maior [força da circunstância]. Mas nesse retorno já deixo aqui postado artigo que acabei de escrever. Trata do vergonhoso PAC-Cuiabá. Ei-lo:Criminoso ou Incompetente?
Bem que eu podia chamar de “11 Homens e Um Segredo” a organização criminosa que passou uns dias “presa” por ter fraudado as licitações do PAC de Cuiabá. Mas no bojo, dois indivíduos usam saia. Então posso chamar assim: “Nove Homens, Duas Mulheres e Um Segredo”... É, fica melhor.
Já quanto ao segredo, não resta dúvida que todo mundo quer saber quem é o tal “alcaide”, expressão contida em três ou quatro vezes nas descrições das conversas telefônicas da intrigante novela [ da vida real] “O Pac é Nosso”, estrelada por donos de construtoras.
Olha, e não é que esses moços sejam bairristas, mas puseram o nome no grupinho deles de Consórcio Cuiabano. Seria bacana isso, se a razão do nome não tivesse nada a ver com o que o MPF e a Justiça Federal denominaram de “procedimentos completamente viciados”, ou seja, feitos para realmente não dar brecha a nenhum “pau-rodado”, seja de São Paulo, Goiânia, Campo Grande, Brasília, Blumenau ou da Conchinchina. “Vamos rachar entre nós mesmos”, teria sugerido o mais esperto do grupo.
Mas, a casa deles, por ironia do acaso, não era feita de concreto e desabou logo que interceptações telefônicas, devidamente autorizadas pela Justiça foram feitas. Muita coisa ficou clara, como por exemplo, a constatação de sobrevalorização de preços.
Também não ficou dúvida nem para o MPF, nem para o juiz federal, que tinha gente influente da prefeitura envolvida no escandalizante esquema, fazendo a” ponte “ [para usar um termo apropriado] entre as partes.
Bom, o Zé Rosa estava entre os 11 que foram retirados do convívio social. Ficou uns dias lá no Corpo de Bombeiros, num lugar sem cela, sem guarda, sem algemas, mas com café, cigarro, ar-condicionado, lenço, documento e mais outros três colegas do grupinho que possuem diploma universitário.
Os outros sete, tiveram uma semana para se ressocializar [sic] na tal Polinter.
Agora, o Zé Rosa é o que me deixa mais revoltado. Eu fico me perguntando por quê logo ele? Não por ele ser um barragarcense como eu, mas por ser ele o homem do prefeito. Aliás o homem quase perfeito do prefeito.
O Zé, ao que sempre se constou, desde que este prefeito é prefeito, sempre foi o braço direito desta gestão, seja politicamente, juridicamente, pessoalmente, licitatoriamente e por aí vai.
Mas, o Zé foi “preso”, o prefeito não. Também, nas gravações tudo que apareceu do chefe do Executivo cuiabano, foi um pequeno diálogo com a presidente da Comissão de Licitação do PAC... uma conversa, em tese, nada muito comprometedora.
Depois outra transcrição do alcaide de Cuiabá com o próprio Zé Rosa, tratando de uma liberação de cerca de R$ 17 milhões para o “esgoto” cuiabano. Papo esquisito, para um 5 de junho que precedia o pleito eleitoral de 2008. Entretanto, tudo que valeu foi a caneta do juiz.
Aliás, essa ligação do escândalo do PAC-Cuiabá com a campanha eleitoral do ano passado não é fruto só da avaliação de quem mora aqui, não. Deu na “Isto É” da semana que passou. Um conteúdo que não hesita em citar o virtual envolvimento do atual alcaide cuiabano no esquema.
Bem, ao alegar que não sabia de nada, que foi pego de surpresa, que o Zé nem se abria tanto assim para ele, o prefeito começou, sem sucesso na minha opinião, a tentar evitar as arranhuras na imagem dele e da gestão dele.
Mandou o Zé pedir as contas, cancelou licitações, chamou o Exercito e foi esculhambado pelo governador.
O prefeito, preferiu admitir incompetência na gestão do PAC-Cuiabá, do que admitir ser um criminoso, desses que não podem ver dinheiro público e já vão logo arquitetando meios de levar vantagens pessoais.
Agora, por fim, voltando ao Consórcio Cuiabano, compreendo que se há um mínimo de seriedade na Justiça deste país, seus integrantes devem ser banidos de qualquer concorrência pública, até que não se paire mais qualquer dúvida quanto ao teor das graves acusações do Ministério Público Federal, que classifica o tal grupinho de 11 de “organização criminosa”.
Já quanto ao segredo, não resta dúvida que todo mundo quer saber quem é o tal “alcaide”, expressão contida em três ou quatro vezes nas descrições das conversas telefônicas da intrigante novela [ da vida real] “O Pac é Nosso”, estrelada por donos de construtoras.
Olha, e não é que esses moços sejam bairristas, mas puseram o nome no grupinho deles de Consórcio Cuiabano. Seria bacana isso, se a razão do nome não tivesse nada a ver com o que o MPF e a Justiça Federal denominaram de “procedimentos completamente viciados”, ou seja, feitos para realmente não dar brecha a nenhum “pau-rodado”, seja de São Paulo, Goiânia, Campo Grande, Brasília, Blumenau ou da Conchinchina. “Vamos rachar entre nós mesmos”, teria sugerido o mais esperto do grupo.
Mas, a casa deles, por ironia do acaso, não era feita de concreto e desabou logo que interceptações telefônicas, devidamente autorizadas pela Justiça foram feitas. Muita coisa ficou clara, como por exemplo, a constatação de sobrevalorização de preços.
Também não ficou dúvida nem para o MPF, nem para o juiz federal, que tinha gente influente da prefeitura envolvida no escandalizante esquema, fazendo a” ponte “ [para usar um termo apropriado] entre as partes.
Bom, o Zé Rosa estava entre os 11 que foram retirados do convívio social. Ficou uns dias lá no Corpo de Bombeiros, num lugar sem cela, sem guarda, sem algemas, mas com café, cigarro, ar-condicionado, lenço, documento e mais outros três colegas do grupinho que possuem diploma universitário.
Os outros sete, tiveram uma semana para se ressocializar [sic] na tal Polinter.
Agora, o Zé Rosa é o que me deixa mais revoltado. Eu fico me perguntando por quê logo ele? Não por ele ser um barragarcense como eu, mas por ser ele o homem do prefeito. Aliás o homem quase perfeito do prefeito.
O Zé, ao que sempre se constou, desde que este prefeito é prefeito, sempre foi o braço direito desta gestão, seja politicamente, juridicamente, pessoalmente, licitatoriamente e por aí vai.
Mas, o Zé foi “preso”, o prefeito não. Também, nas gravações tudo que apareceu do chefe do Executivo cuiabano, foi um pequeno diálogo com a presidente da Comissão de Licitação do PAC... uma conversa, em tese, nada muito comprometedora.
Depois outra transcrição do alcaide de Cuiabá com o próprio Zé Rosa, tratando de uma liberação de cerca de R$ 17 milhões para o “esgoto” cuiabano. Papo esquisito, para um 5 de junho que precedia o pleito eleitoral de 2008. Entretanto, tudo que valeu foi a caneta do juiz.
Aliás, essa ligação do escândalo do PAC-Cuiabá com a campanha eleitoral do ano passado não é fruto só da avaliação de quem mora aqui, não. Deu na “Isto É” da semana que passou. Um conteúdo que não hesita em citar o virtual envolvimento do atual alcaide cuiabano no esquema.
Bem, ao alegar que não sabia de nada, que foi pego de surpresa, que o Zé nem se abria tanto assim para ele, o prefeito começou, sem sucesso na minha opinião, a tentar evitar as arranhuras na imagem dele e da gestão dele.
Mandou o Zé pedir as contas, cancelou licitações, chamou o Exercito e foi esculhambado pelo governador.
O prefeito, preferiu admitir incompetência na gestão do PAC-Cuiabá, do que admitir ser um criminoso, desses que não podem ver dinheiro público e já vão logo arquitetando meios de levar vantagens pessoais.
Agora, por fim, voltando ao Consórcio Cuiabano, compreendo que se há um mínimo de seriedade na Justiça deste país, seus integrantes devem ser banidos de qualquer concorrência pública, até que não se paire mais qualquer dúvida quanto ao teor das graves acusações do Ministério Público Federal, que classifica o tal grupinho de 11 de “organização criminosa”.

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